Monday, 31 August 2009

Clean up time...

Me
Nicolas, clean up.
Tidy up your toys now.
You're taking ages. Do you want me to put Barney's cleanup song on for you?

Nicolas
Barney is a knob.

Friday, 28 August 2009

Amantes e amados

Estava andando, envolvida em uma discussão simulada na minha cabeça na qual eu tentava organizar alguns sentimentos em palavras para facilitar minha digestão dos mesmos.
O ponto de partida pra mim tinha sido a vontade de saber por que amo certas pessoas, gosto de outras mas acho muito, mas muito mais fácil e razoavel não gostar.
Bom, a conclusão foi um discursinho, no qual eu dava de dedo e falava, sem ser interrompida, por causa das palavras que eram texturizadas de emoção. Era mais ou menos assim:
I love you and want to be with you because I don't want to be a leaver, giver upper loser. Because of myself and how I see myself and can sleep with myself every night knowing that I love someone and that I can be counted on.

Monday, 13 July 2009

A song I like

Lover I don't have to love - Bright Eyes

I picked you out
Of a crowd and talked to you.
Said I liked your shoes,
You said, "Thanks, Can I follow you?"

So it's up the stairs,
And out of view. No prying eyes.
I poured some wine.
I asked your name;
You asked the time.

Now it's two o'clock.
The club is closed,
We are up the block.
Your hands are on me,
Pressing hard against your jeans,
Your tongue in my mouth,
Trying to keep the words from coming out,
You didn't care to know
Who else may have been you before.

I want a lover I don't have to love,
I want a girl who's too sad to give a fuck.
Where's the kid with the chemicals?
I thought he said to meet him here,
But I'm not sure.
I've got the money
If you've got the time.
He said, "It feels good."
I said "I'll give it a try."

Then my mind went dark,
We both forgot where your car was parked.
Let's just take the train.
I'll meet up with the band in the morning

Bad actors, with bad habits...
Some sad singers, they just play tragic.
And the phone is ringing,
And the van is leaving
Let's just keep touching,
Let's just keep...keep singing

I want a lover I don't have to love,
I want a boy who's so drunk he doesn't talk.
Where's the kid with the chemicals?
I got a hunger and I can't seem to get full.
I need some meaning I can memorize.
The kind I have always seems to slip my mind.

But you, but you...

You write such pretty words,
But life's no storybook.
Love's an excuse to get hurt.
And to hurt.
Do you like to hurt?
I do, I do.
Then hurt me,
Then hurt me,
Then hurt me...-

Friday, 10 July 2009

decisions

But, suddenly, I viddied that thinking was for the gloopy ones, and that the oomny ones used like inspiration and what Bog sends. For now it was lovely music that came to my aid. There was a window open, with a stereo on, and I viddied right at once what to do.

Thursday, 9 July 2009

sobre mrs Dallowey

Tha, ouvi e pensei em você...
"O silêncio também é uma resposta".
Adicionei o seu blog na minha lista pq:
"O silêncio também is a part of my personal jigsaw".
;)

"" O Haver" de Vinícius de Moraes

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio.
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo.
Perdoai: eles não têm culpa de ter nascido.

Resta esse antigo respeito pela noite
Esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter
Esse medo de ferir tocando
Essa mão forte de homem
Cheia de mansidão para com tudo que existe.

Resta essa imobilidade
Essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons
Esse sentimento de matéria em repouso
Essa angústia da simultaneidade do tempo
Essa lenta decomposição poética
Essa busca de uma só vida
De uma só morte
um só Vinícius. (uma só Angélica)

Resta esse coração queimando
Como um círio numa catedral em ruínas
Essa tristeza diante do cotidiano
Ou essa súbta alegria ao ouvir na madrugada
Passos que se perdem sem memória.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo
Essa imansa piedade de sua inútil poesia
De sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subtamente desentranhado
de pequenos absurdos
Essa tola capacidade de rir à toa
Esse ridículo desejo de ser útil
Essa coragem de comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade
Essa vagueza de quem sabe que tudo já foi,
Como será e virá a ser.
E ao mesmo tempo esse desejo de servir
Essa contemporaneidade com o amanhã
Dos que não têm ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar,
De transfigurar a realidade
Dentro dessa incapacidade de aceitá-la tal como é
E essa visão ampla dos acontecimentos
E essa impressionante e desnecessária presciência
E essa memória anterior de mundos inexistentes
E esse heroísmo estático
E essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas tomam por esperança.

Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
Na busca desesperada de alguma porta
Quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do grande medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer
Dentro da treva.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade, sem história.
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho,
Essa vaidade de não querer ser príncipe senão do teu reino.

Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
Essa abandono sem remissão à sua voragem insaciável.
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressucitar para ser recrucificado.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte
Esse fascínio pelo momento a vir, quando, emocionada,
Ela vir me bater a porta como uma velha amante
Sem saber que é minha mais nova namorada.

Saturday, 13 June 2009

o que falta

Ontem no shopping o Nicolas começou a pedir coisas: um navio pirata, sorvete, uma torre construtora, ir no parque de diversões e na livraria. Pra brincar eu falei que ia fazer uma lista, o Chris fingindo que ia anotando e o Nicolas ditando o que ele ainda não tem. Quando ele terminou a lista dele eu comecei a minha: sofá, armário, carro, televisão, mesa, cadeiras, geladeira, sapatos, casacos, vestidos, maquiagem, perfume...
Conforme fui falando, pensei que, apesar de precisar de novo, o velho me dá uma sensação de orgulho e saudades... e esse pensamento, seguiu um trem que pareceu aleatório na hora. Meu objetivo era ilustrar que querer é bom, todo mundo quer, mas não é possível e é até tedioso ter tudo. Mais honestamente, eu estava tentando matar tempo porque o ônibus estava demorando.
De volta ao ponto, enquanto eu fazia a lista, pensamento puxa pensamento e acabei com um sobre alguns amigos, precisamente dois que eu adoraria poder ir ao shopping e comprar outra vez. Que pena eu ter me afastado deles. Não foi por querer. Essas duas últimas frases são de mim pra mim e sobre mim.

Monday, 8 June 2009

Adolescentes

Hoje estava conversando na sala dos professores. Como somos sem noção do que estamos falando... me incluo querendo excluir, mas eu participei. Falávamos da futilidade e ridicularidade das conversas dos adolescentes, de como eles acham que ficar com alguém é importante e de como dão os detalhes das idas e vindas de quem beijou quem, quem presta e quem não presta, um julgamento expresso, provavelmente inalterável. A impressão que eu tenho é que a conversa informal desde a minha adolescência só mudou pra quem transou com quem, quem casou e chifrou quem, quem não casou ou descasou e por que. A falta de utilidade e de corpo do conteúdo é o mesmo, e o veneno dos comentários também. A fofoca é divertida, desde que não acompanhada de veneno. Será que a gente cresce?

Tuesday, 2 June 2009

chilli

I hope my chilli is special tonight.
That it is a dish that will make someone important feel important, like maud, I like to tell people I care about them by giving them nice food, spending my time and thoughts on cooking and serving.
Recently I overheard an interview with Ney Latorraca (don't even know his work or where the interview was, I am the queen of random quotations that I can't find later, Thais knows) and he mentioned something I'd been thinking about for ages. Being polite is so important. He wanted to launch a campaign in favour of good manners. I decided today to join this campaign here, in my one bedroom flat (sentence inspired by: gonna start a revolution from my bed - don't look back in anger - Oasis). Making an effort to be nice to my boyfriend, letting him know how much he matters to me instead of trying to be superwoman. That's why I hope this chilli will come out great, so he knows I was waiting for him and making sure he had a lovely dinner, because I care, I want to keep him and I don't want to lose him in any way.

Monday, 1 June 2009

li hoje e achei muito relevante

Domingo, Maio 17, 2009

A sordidez humana

por Lya Luft

Ando refletindo sobre nossa capacidade para o mal, a sordidez, a humilhação do outro. A tendência para a morte, não para a vida. Para a destruição, não para a criação. Para a mediocridade confortável, não para a audácia e o fervor que podem ser produtivos. Para a violência demente, não para a conciliação e a humanidade. E vi que isso daria livros e mais livros: se um santo filósofo disse que o ser humano é um anjo montado num porco, eu diria que o porco é desproporcionalmente grande para tal anjo.

Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo para consolar falsamente o atingido?

O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados, debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? Quantas vezes ouvimos comentários como: "Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha". Ou: "Ela conseguiu um bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele". Mais ainda: "O filho deles passou de primeira no vestibular, mas parece que...". Outras pérolas: "Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo...".

Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade? Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.

Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres, lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma pequena lembrança pérfida, como dizer "Ah! sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que...", e aí se lança o malcheiroso petardo.

Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças... e se dirá que é por idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20 reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.

A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai, um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.

Friday, 29 May 2009

pergunta...

Oleno, vc lembra daquela música: don't want a short dicked man? É alucinação minha ou tocava no rádio o tempo todo?

A técnica

Em banheiros de bares, restaurantes, clubes...
Surge a dúvida: em que cubículo entrar?
Quero um xixi confortável. Uma das melhores sensações do mundo,
fiquei um tempão considerando a hora certa:
fui entre a saída daquela menina e o térmio do copo.
Entrei.
Se uma pessoa estiver apertada... vai correr pra primeira porta,
pessoas com urgência têm maior probabilidade de errar a mira;
a pressa é inimiga da perfeição.
Não vou sentar no vaso dos desesperados.
Melhor olhar os cestos,
número de bolinhas diretamente proporcional ao número de sentadas.
Menos papel maior chance de assento limpo.
Mas cuidado! Muitas vezes falta de papel no lixo = banheiro vomitado,
o cheiro é importante. Hmmmm veja perfumes do campo...
O paraíso vai ser cheio de banheiros que acabaram de ser limpos.
Imbatível. A melhor sensação do mundo.
E tem até papel no rolo!

Wednesday, 27 May 2009

maud

I didn't mean to tell on you that day, but you looked like you had been waiting to be found out, hehe, and even proud for having kept the secret so long. I bet it will be great reading the things you wrote ages ago when you two were apart, you are such a great partner (in every sense).
Just to say forgive me formally, I hope no harm was done, because none was meant :)

Tuesday, 26 May 2009

Na relva, Fer :)

O Mundo é Grande (Drummond)

O mundo é grande e cabe
nessa janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.

muahhhhhhh

Saturday, 23 May 2009

S-A-T-U-R-D-A-Y Night!

Thursday, 21 May 2009

alarmes de carro

Alarmes de carro são irritantes.
Mas quem teve a ideia de inventar alarmes musicais?
É uma combinação tão bizarra que eu me sinto como se estivesse filmando laranja mecânica e sendo condicionada a ter espasmos cada vez que ouvisse aquela parte acelerada de "William Tell overture" da cena do Alex com as duas meninas.
Tem alguns alarmes que misturam várias partes de composições. Qual é o objetivo? Talvez inveja de que Für Elise tenha se consagrado como a modinha do caminhão do gás. Querem que com a variedade apresentada no alarme tenhamos um conhecimento um pouco mais vasto de música clássica.
Próxima vez que eu for ver uma orquestra (primeira vez seria melhor dito) vou fazer cara de entendida: hmm A musiquinha do gás, hmmmm AS músicaS do alarme.
Acabou de me ocorrer que o governo possa estar usando a técnica Ludovico com ladrões de carro e cada vez que um deles ouve música clássica sai correndo.
Espero que sim.

Tuesday, 19 May 2009

Coffee burnt tongue, what a great sensation!
Like a little sweet painful scar,
one of a tattoo I've wanted to have and couldn't or wouldn't.
A day long reminder of a chat, wonder, flick through the news,
that I shall inflict uppon myself again tomorrow
or while I can sitill feel the cold front!

Monday, 18 May 2009

Weekends don't count as days. Mondays are optional.

Thursday, 14 May 2009

around the world

É muito divertido ouvir cds de coletâneas que foram gravados há algum tempo. Eu gravei um pro meu aniversário de 24 anos, pra me agradar. Esses dias me encontrei com ele em uma das buscas por algum filme de alguém que eu precisava devolver. Ele era a segunda parte do repertório, a primeira parte foi surrupiada pela Nathália em uma das caronas que ela me dava, ou que eu dava pra ela... o que será que tinha nele? Me esqueci. Tinha outro cd verde onde eu só escrevi "fuck forever", pra por quando o oleno vinha aqui. Eu me apaixonei por algumas músicas das quais tinha enjoado outra vez, eu sorrio pra elas e penso: é por isso que eu gostava de você... vamos sair mais vezes (até enjoar outra vez, e querer ouvir outra vez).
Nirvana: ouvia sem parar, jurava fidelidade, falava: nunca vou enjoar de nirvana. Nunca admiti, mas enjoei e nao colocaria nenhuma música nas festas do youtube. Duas semanas atrás, ouvindo a xfm.co.uk, uma das canções tocadas foi "Smells like teen spirit" e eu disse pro meu filho: Eu adorava essa música quando era pequena (querendo dizer com 15 anos, que pro Skips seria velha, mas eu sabia o que eu queia dizer). Mais alguns dias, em mais uma sessão youtubiana, era a vez do Ni escolher:
- Mãe, põe around the world.
- Eu não conheço essa música.
- É aquela que você gostava quando era pequena.
- Qual?
- Around, around, around the world...
(Leia-se no ritmo do refrão hello, hello, hello, how low?)
Sweet!!!

Tuesday, 12 May 2009

o monstro dos peitos médios

Since getting married to my little sister, my brother-in-law started nurishing this pot belly that has become a matter of laughter in my parents' house. It's a kind of revenge for the fact that he sleeps with my mum and dad's little daughter and my baby sister and sits there at weekends chatting away as if nothing was (and boy, can he chat!). Well, the story goes that in one of those piss taking sessions, and don't feel sorry for him because he gives as much as he takes, between cute remarks over my dad's gray hair and my brother's now high, now low piched voice, comes the subject of tuna's belly. My son, being sympathetic and lovely as he is, so often complimenting me and his dady (calling us sexy), tried to make tuna-na feel better, or maybe tried to make my parents' seem not no mean in his eyes for being horrible to his new uncle... nini somehow just wanted to throw a pink warm cloth over the conversation: "Tuna, don't worry about that, you do have a big belly, but your boobs are only medium". And that was the birth of the medium boobed monster. Registered!

Monday, 11 May 2009

escrever todos os dias

Quero escrever todos os dias, pra tentar manter pistas de certas ocorrências das quais quero me lembrar mas não quero expor. Mas ainda não tive uma idéia para deixar pistas precisas e sutís. Hoje escrevi guardarroupas sem saber se era certo, vou fazer pork pie e ir na casa nova da lilly.

Sunday, 10 May 2009

extrato de "nosso tempo" por drummond

Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.

Saturday, 9 May 2009

a caminho da casa da linda

- Mãe, uma coisa muito estranha aconteceu comigo ontem a noite.
- Sério, o que foi?
- Eu não sonhei.
- Nossa, e por que?
- Eu acho que a televisão dentro dos meus olhos estava sem bateria.
- hahahahahahaha

Thursday, 30 April 2009

Quando certos gostos ainda eram pungentes,
e lições de moral em desenhos animados tentavam,
mas não conseguiam falar com a minha razão.
Queria ficar essa noite lá.
Ver a sutileza de algumas coisas que agora são brutas,
e re-experimentar o fedor de outras, hoje brandas.
Só por diversão...

Monday, 27 April 2009

e-mails

The feelings I am not worthy of
are the same ones that make me proud.
In a hemorrhage containing shit and incense
my paper boat sails with pleasure.
Me inside, genuine smile, for they are:
genuine shit, genuine incense.

Sunday, 26 April 2009

Quantos monólogos podem ser sustentados em uma mesa de 6 pessoas? Seis.

Saturday, 25 April 2009

start

Wanted to record some conversations and considerations. Decided to use this. Inspired by Oleno's love and skill for dealing with feelings by writing letters. Kick started by my student and friend facco's old times gaucho stories.